A CAMPANHA PELA DOAÇÃO DE SANGUE LANÇADA PELA FACULDADE PROSSEGUE DURANTE O MÊS DE MARÇO

A Faculdade de Ilhéus iniciou o ano letivo de 2020 com o lançamento de uma campanha de incentivo à doação de sangue para alimentar o estoque do Banco de Sangue de Ilhéus, que necessita a cada dia de mais doadores. A recepção aos alunos veteranos e calouros foi feita em clima de carnaval, com a participação da Charanga da Alegria.

No contexto do entusiasmo dos estudantes, a instituição lançou a campanha “Doe Sangue. Seja solidário. Precisamos de você para que vidas sejam salvas”, criada pela RCM Propaganda. O evento contou com a participação de Dalmê Ramos, coordenador do Serviço de Captação do Banco de Sangue de Ilhéus.

A diretora acadêmica da Faculdade, Sandra Milanesi, afirma que a instituição sempre incentiva a doação de sangue através de eventos e projetos realizados na instituição. Desta vez, ela salienta que foi observado o constante apelo feito pelo Banco de Sangue de Ilhéus para que os cidadãos e cidadãs não deixem de fazer a doação em virtude da premente necessidade apresentada nas unidades de saúde.

Além de visitar as salas de aula no primeiro dia do ano letivo para dar orientações sobre o processo de doação de sangue, a equipe técnica do Banco de Sangue de Ilhéus repetiu o trabalho durante a primeira semana do mês de fevereiro, com a entrega de fichas a serem preenchidas por prováveis doadores. E, de 2 a 6 de março, novas visitas foram feitas às salas de aula dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Engenharia Civil, Nutrição, Odontologia e Psicologia.

A campanha foi abordada intensamente em fevereiro e continua durante o mês de março.  O coordenador do Serviço de Captação do Banco de Sangue de Ilhéus, Dalmê Ramos, explica que podem doar sangue pessoas na faixa etária entre 16 e 69 anos, com mais de 50 quilos. Ele informou que o sangue doado não é aplicado apenas em casos de urgência.

Segundo Dalmê, pacientes que frequentemente tomam sangue são os que têm problemas oncológicos (câncer), que fazem quimioterapia e apresentam uma baixa muito grande de plaquetas (hemácias).  “A gente tem uma unidade de quimioterapia, que funciona dentro da Santa Casa de Misericórdia, que semanalmente necessita de 50 bolsas de sangue para pacientes oncológicos”, disse.

Outros pacientes que também fazem uso frequente do sangue doado são os que fazem tratamento de hemodiálise, que se faz necessário quando o rim tem problema e eles precisam estar filtrando o sangue. “Os pacientes que fazem hemodiálise tomam sangue com muita frequência e é uma quantidade grande. Eles tomam, no mínimo, a cada duas secções, quatro bolsas de hemácias lavadas (o concentrado de glóbulos vermelhos)”, explica Dalmê.

Os pacientes que possuem anemia falciforme, uma deformação na célula, também recebem sangue com muita frequência. “Com o número de pacientes com anemia falciforme, o Banco de Sangue tem uma rotatividade muito grande para essas pessoas”, enfatiza o coordenador.

Conforme salienta, o Banco de Sangue de Ilhéus é responsável ainda por fornecer sangue para as cidades de Una, Canavieiras e Uruçuca. Com a inauguração do Hospital Costa do Cacau, a demanda aumentou ainda mais, pois a unidade não atende apenas à região, mas à Bahia e ao Brasil. “Frequentemente, a gente tem pacientes que vêm  de Barreiras, de Minas, de Brasília, para fazer cirurgia no Costa do Cacau, que deixou de ser de baixa complexidade para altíssima complexidade”, afirma.

“A demanda, hoje, para o Hospital Costa do Cacau é de 400, 500 bolsas de sangue mensal, para as cirurgias eletivas. Toda terça e quarta-feira no Costa do Cacau são feitas cirurgias cardíacas. A gente precisa deixar na sala de cirurgia, nesses dias, 10 concentrados de plaqueta, que é um anticoagulante que nós temos no organismo. E para essas 10 plaquetas, precisamos coletar, no mínimo, 20 bolsas de sangue no dia. E plaqueta só tem a duração de três dias”, declara o coordenador do Banco de Sangue de Ilhéus.

 

 

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